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Os rumos da produção de alimentos

A FAO anunciou em meados de novembro que o mundo deve se preparar para uma situação de preços altos dos alimentos com inflação, também em alta, que já está afetando negativamente a balança comercial de cerca de 70 países.

As primeiras estimativas para a alta nos preços dos alimentos devem chegar a aproximadamente 20% em 2011 por causa da queda das safras e da especulação com as commodities

 Assim, a organização estima que o mundo vá gastar US$ 1 trilhão com alimentação em 2010, ou seja, 26% a mais que no ano passado, igualando os níveis dos anos da crise alimentar (2007-08). A projeção é a mais severa já feita pela FAO desde 2007, quando a subida no preço de alimentos desestabilizou governos e levou milhares de pessoas a protestar em 25 países.

No mês de outubro, participamos de evento da FAO, Roma, onde estiveram presentes aproximadamente 85% da representação da indústria ocidental de produção de alimentos para animais.

Pelo Brasil compareceu a delegação do Sindirações, significando 19% da produção mundial de alimentos para animais.

Os temas ali tratados foram da maior relevância e todos nós entendemos o verdadeiro espírito da reunião da FAO e o seu propósito de garantir o suprimento alimentar de todo o planeta, em especial dos países pobres e daqueles em desenvolvimento.

As Metas para o Milênio, estabelecidas pela própria FAO, em 1995, para que se chegasse ao ano de 2015 com  a redução da fome em 50%, o que equivaleria reduzir a fome (≈ subnutrição) de pelo menos 500 milhões de pessoas na terra, já são consideradas inatingíveis. E os números mostram, inequivocamente, que voltamos aos patamares de 1995.  Veremos que no final deste ano ainda haverá 1,023 bilhão de famintos e/ou desnutridos em todo o mundo. Ou seja, todos os esforços feitos e todos os avanços conseguidos foram perdidos do final de 2008 (crise do sistema financeiro) até hoje.

Porém, o que se viu em Roma estava, de certa forma, na contramão dessas necessidades mundiais por alimentos.

Nós, a representação da indústria de alimentos para animais, elo imprescindível da cadeia de suprimento e qualidade dos alimentos para a boa nutrição dos seres humanos, vimos com preocupação a "caixinha de maldades" que a Comunidade Européia está urdindo para resto do mundo e pior, com o estímulo da FAO.

A FAO quer os alimentos, mas as restrições que a Comunidade Européia, através de seus "verdes xiitas" (sedizentes cientistas infiltrados ou influenciando o organismo mundial), está impondo aos meios de produção acabarão por frustar as melhores intenções de reduzir o número de famintos no Globo.

Os países da comunidade Européia não conseguem produzir a quantidade suficiente para "doar" ao mundo pobre e se tornarem, como acontecia até bem pouco tempo atrás, "credores da gratidão" e de apoios políticos. Mas ainda querem controlar tudo!  E a forma mais fácil de exercer controles mediante propostas regulatórias, bastante restritivas, onerosas e difíceis de cumprir pelos países em desenvolvimento como, por exemplo, Brasil e Argentina.

Não há dúvidas que "pegadas" de carbono (carbon footprint); controle de resíduos de toda e qualquer natureza; emissão de gases de efeito estufa (green house emissions); bem-estar animal; proteção dos trabalhadores; produção e conservação de energia; proteção de mananciais, dentre outros, constituem assuntos merecedores de nossa atenção, mas não podem ser instrumentos para os europeus eliminarem seus concorrentes latinos e africanos.

É compreensível que a FAO, nesse último encontro em Roma, para combater a fome no mundo, nos tenha concitado a produzir alimentos de boa qualidade, em grande quantidade e a preços baixos.

Mas, se compreensíveis os fins, inaceitáveis os meios que nos querem impor para atingi-los. 

Ora, como exigir dos produtores rurais rigor sanitário maior do que já se tem exigido?

Será justo submetê-los, por exemplo, a exames que identifiquem resíduos detectáveis na faixa 1:1 trilhão ou quintilhão e não mais em PPM ou PPB, enquanto se sabe que até no DNA humano se encontram resíduos de outras espécies animais?  

Controlar as pragas, debelar as doenças dos animais, amainar a terra e, todos os dias, erguer as mãos para os céus pedindo mais ou menos chuva, isso tudo já será o bastante?

Positivamente, não. Claro, isso a julgar pelo discurso dos tais "heróis verdes" a soldo de agropecuaristas europeus e pela FAO ecoado. 

Permita-nos leitor, lembrar que, ao mesmo tempo em que discutíamos esse tema em Roma, o presidente da AVEC (Association de l´aviculture, de l´industrie et de volaille dans lês pays de l´ EU comunicava a seus liderados, reunidos na Eslovênia que, se os padrões de consumo dos europeus estavam cada vez mais altos, então que a Comunidade Européia tratasse de aplicar a mesma severidade aos produtos importados no tocante ao bem-estar animal e à segurança alimentar. 

Ocorre que não se pode cobrar aos países em desenvolvimento padrões idênticos aos que a Europa está habituada a seguir, a não ser que se queira manter gente faminta na África, América Latina, Oriente Médio, China, Índia etc.

Ou alguém imagina que a carne consumida na África passa por standards de produção semelhantes aos europeus e, por que não dizer, brasileiros?

Em apertada síntese, foi esse o aparte que fizemos na oportunidade. 

No plenário, não ouvimos palavra, exceto, para nosso íntimo contentamento com a verdade, um eloqüente silêncio que valeu mais do que a mais despudorada confissão.

Julio Flavio Neves




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